domingo, 5 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 15 de julho de 2010
A Folha de Papel e a Tinta
A Folha de Papel e a Tinta
“Uma folha de papel, que estava numa escrivaninha juntamente com outras folhas iguais, encontrou se, um belo dia, cheia de sinais.
Uma pena, embebida em negríssima tinta, havia traçados nela vários desenhos e palavras.
- Não podias ter-me poupado a semelhante humilhação? – disse ressentida a folha de papel à tinta. – Sujaste-me com o teu negro infernal, arruinaste-me para sempre! -
Espera - retorqui-lhe a tinta.– Não te sujei, revesti te apenas de símbolos. Agora já não és uma simples folha de papel, é uma mensagem. Albergaste o pensamento do homem, tornaste te num instrumento precioso.
Com efeito, daí a pouco, ao pôr em ordem a escrivaninha, alguém viu as folhas dispersas e pegou nelas para as deitar ao lume. Mas, súbito, apercebeu-se da folha «maculada» pela tinta e resolveu queimar somente as outras, pondo no seu lugar a que continha, bem visível, a mensagem da inteligência.”
In Fábulas e Lendas contadas e escritas por Leonardo da Vinci
terça-feira, 20 de abril de 2010
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Homenagem " Beleza"
Beleza
“ Sou bela, oh mortais, sonho feito de pedra
E o meu seio, que vos vai ferindo um a um
Inspira nos poetas o amor
Silente e eterno, como uma existência inanimada.
O meu trono é no firmamento azul,
Qual esfinge misteriosa,
O meu coração de neve, branco como os cisnes,
Odeio o movimento que desloca as linhas
Jamais faço ouvir o meu riso ou o meu pranto
Os poetas, diante da minha pose majestosa
Que fui buscar às estátuas altivas,
Consomem os dias em estudos austeros.
Fascino os meus dóceis amantes com os
Espelhos puros que tornam todas as coisas
Mais belas:
Os meus olhos, os meus olhos imensos
Com a claridade da eternidade”.
Baudelaire
“ Sou bela, oh mortais, sonho feito de pedra
E o meu seio, que vos vai ferindo um a um
Inspira nos poetas o amor
Silente e eterno, como uma existência inanimada.
O meu trono é no firmamento azul,
Qual esfinge misteriosa,
O meu coração de neve, branco como os cisnes,
Odeio o movimento que desloca as linhas
Jamais faço ouvir o meu riso ou o meu pranto
Os poetas, diante da minha pose majestosa
Que fui buscar às estátuas altivas,
Consomem os dias em estudos austeros.
Fascino os meus dóceis amantes com os
Espelhos puros que tornam todas as coisas
Mais belas:
Os meus olhos, os meus olhos imensos
Com a claridade da eternidade”.
Baudelaire
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
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